Créditos de Carbono

Pagamentos por Serviços Ambientais x Créditos de Carbono: entenda as diferenças

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4 min de leitura
Emisfera Agro
Pagamentos por Serviços Ambientais x Créditos de Carbono: entenda as diferenças

Se você tem área de mata preservada na sua propriedade, provavelmente já ouviu falar nesses dois termos: Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA) e Créditos de Carbono. Ambos dizem respeito à remuneração por manter a floresta em pé. Mas será que são a mesma coisa? Neste artigo, vamos te mostrar o que são, quais as diferenças e por que isso importa para quem tem terra preservada.

O que são Créditos de Carbono?

Créditos de carbono são certificados que comprovam a redução ou remoção de CO₂ da atmosfera. Cada crédito representa uma tonelada de CO₂ que deixou de ser emitida graças a um projeto de crédito de carbono, como a conservação de uma área de floresta.

Esses créditos são registrados, auditados e vendidos no mercado — tanto para empresas que querem compensar suas emissões, quanto para governos ou fundos internacionais. Eles têm valor variável, dependendo da qualidade do projeto, da certificadora (como a Verra) e da demanda do mercado.

Ou seja, você gera créditos de carbono, certifica e vende diretamente para quem quiser comprar. E com isso, transforma sua área de mata em fonte de renda real.

Para entender melhor o que é um Crédito de Carbono, leia este artigo

O que são Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA)?

Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA) são uma política pública prevista na Lei nº 14.119/2021. Eles servem para remunerar quem conserva ou recupera o meio ambiente, mesmo sem necessariamente gerar créditos de carbono.

O PSA é uma forma do governo (ou algum fundo público ou privado) reconhecer que a sua floresta em pé gera benefícios para todos — como qualidade da água, proteção do solo, controle da erosão, entre outros.

O pagamento costuma ser fixo ou semi-fixo, e não pode ser comercializado no mercado, como acontece com os créditos de carbono. Em vez disso, o valor é definido por programas específicos, como o REM/MT (no Mato Grosso), que remunera produtores por manterem sua floresta.

Quais as diferenças entre eles?

Apesar de parecerem semelhantes, PSA e créditos de carbono são bem diferentes na prática:

| Característica | Créditos de Carbono | PSA | | --- | --- | --- | | Forma de remuneração | Venda no mercado voluntário ou regulado | Pagamento direto do governo ou fundos | | Valor | Variável, dependendo do projeto | Fixo ou semi-fixo | | Certificação | Exige certificadora internacional (ex: Verra) | Não exige certificação | | Pode ser vendido livremente | Sim | Não | | Exemplo | Projeto REDD+ com a Verra | Programa REM/MT |

Por que os Créditos de Carbono são melhores para o produtor rural?

Na prática, os créditos de carbono colocam o controle nas mãos do produtor. Você desenvolve seu projeto, certifica e vende para quem quiser comprar. O retorno financeiro é geralmente maior, e você negocia direto com o mercado.

Já no PSA, quem define o valor e as regras é o governo. O pagamento vem de cima pra baixo e, muitas vezes, é inferior ao que o mercado pagaria por créditos de alta qualidade.

Outro ponto importante: no modelo de créditos de carbono, você pode planejar, escalar o projeto e construir uma renda recorrente com base no carbono da sua floresta. No PSA, isso não depende de você, mas sim da existência de programas e orçamentos públicos.

Você pode escolher entre assumir o total controle da situação, através dos Créditos de Carbono, ou ficar na mão do Estado, através do PSA.

E o REDD Jurisdicional?

Com o avanço do REDD Jurisdicional, os estados brasileiros estão se tornando protagonistas na geração e venda dos créditos de carbono. Eles medem o desmatamento evitado em todo o estado (inclusive em áreas privadas), e vendem os créditos em nome do Estado.

O problema? Os produtores, donos da floresta, não conseguem mais registrar projetos próprios. Eles passam a depender do Estado para receber algum tipo de pagamento — que muitas vezes vem em formato de PSA, com valor fixo e sem liberdade de comercialização.

Ou seja: os créditos que poderiam valer mais no mercado e dar mais retorno aos produtores, acabam virando pagamentos menores e controlados pelo governo.

Conclusão

Créditos de carbono e Pagamentos por Serviços Ambientais são formas diferentes de rentabilizar áreas de mata. Mas enquanto os créditos oferecem autonomia, maior retorno e liberdade de negociação, o PSA é uma alternativa mais limitada e dependente de políticas públicas.

Se você quer garantir o direito de gerar seus próprios créditos de carbono e negociar diretamente com o mercado, o ideal é agir antes da implementação total do REDD Jurisdicional no seu estado.

Por isso, se você tem área de mata preservada no Bioma Amazônico, clique no botão abaixo, faça seu cadastro e nossa equipe entrará em contato contigo. Vamos te mostrar se sua propriedade pode gerar créditos de carbono e se proteger antes que o Estado assuma esse controle.

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