O Brasil está muito próximo de ter seu Mercado Regulado de Créditos de Carbono. Mas, você sabe o que é um Mercado Regulado de Créditos de Carbono? Sabe que, além dele, também existe o Mercado Voluntário? Leia este artigo até o final e descubra o que são e quais as diferenças entre eles!
O que é um Mercado de Créditos de Carbono?
Em primeiro lugar, precisamos entender o que é um mercado de créditos de carbono antes de partirmos para os tipos.
Um mercado de carbono é o “local” onde os Créditos de Carbono são comercializados. Geralmente, quem compra os créditos são empresas e países, que precisam compensar suas emissões de gases poluentes para se adequarem a determinados padrões.
Nesse sentido, surgem os dois tipos de mercado.
Mercado Voluntário de Créditos de Carbono
No mercado voluntário, empresas e indivíduos compram créditos de carbono para compensar suas emissões de gases de efeito estufa (GEE) de forma não obrigatória. Na data de publicação deste artigo, o mercado de carbono brasileiro ainda é voluntário.
Ou seja: não é uma obrigação das empresas compensarem suas emissões de CO2.
O que motiva as organizações e indústrias a comprarem Créditos de Carbono, mesmo sem obrigação, são iniciativas de responsabilidade social e desejo de consumidores e investidores por práticas mais sustentáveis.
Entenda por que empresas do mundo inteiro compram Créditos de Carbono
Mercado Regulado de Créditos de Carbono
O mercado regulado, por sua vez, é estabelecido por legislações governamentais que impõem limites às emissões de GEE.
Dessa forma, as organizações que emitem quantidades superiores à permitida de gases de efeito estufa precisam comprar Créditos de Carbono, para compensar as emissões que extrapolaram o limite.
Quando o Mercado Regulado Brasileiro for criado, as empresas e indústrias que emitem acima de 10.000 toneladas de CO2 por ano deverão comprar créditos de carbono.
Exemplos de Países com Mercados Regulados:
- União Europeia: O Sistema de Comércio de Emissões da União Europeia (EU ETS) é o maior mercado de carbono regulado do mundo, abrangendo mais de 11 mil instalações em 30 países.
- China: Lançou recentemente seu próprio sistema nacional de comércio de emissões, focando inicialmente no setor de energia.
- Califórnia, EUA: Possui um dos mercados de carbono mais desenvolvidos dos Estados Unidos, com um sistema cap-and-trade robusto.
Benefícios de um Mercado Regulado
- Estabilidade e Previsibilidade: A regulamentação proporciona um ambiente mais estável e previsível para investimentos em projetos de Créditos de Carbono.
- Maior Valor dos Créditos: Devido à demanda garantida e às obrigações legais, os créditos de carbono tendem a ter um valor mais alto no mercado regulado. Hoje em dia, um crédito de carbono vale em torno de 10 dólares no Brasil, enquanto na Califórnia, de 30 a 50 dólares.
- Incentivo à Inovação: Empresas são incentivadas a inovar e investir em tecnologias limpas para cumprir suas metas de emissão.
Mercado Regulado Brasileiro
Como disse anteriormente, o Mercado Regulado Brasileiro está muito próximo de ser criado.
O PL 182/2024, que cria nosso mercado regulado, já foi aprovado no Senado e na Câmara dos Deputados, faltando somente a sanção presidencial.
Novas Oportunidades
Com a criação do Mercado Regulado de Créditos de Carbono, empresas e donos de terras terão grandes oportunidades!
Donos de terras poderão gerar créditos de carbono em suas áreas de mata, como ARLs e APPs, e vendê-los para empresas e indústrias interessadas.
Enquanto isso, empresas poderão compensar suas emissões de CO2 através da compra desses créditos, num mercado seguro e amparado por leis.
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