Créditos de Carbono

O que vimos na Conferência Brasileira Clima e Carbono 2025

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Emisfera Agro
O que vimos na Conferência Brasileira Clima e Carbono 2025

Nos dias 22 e 23 de julho, a Emisfera Agro marcou presença na Conferência Brasileira Clima e Carbono 2025 — o maior evento do país sobre mercado de carbono, descarbonização e soluções baseadas na natureza.

Durante dois dias intensos, acompanhamos de perto os principais painéis e debates com empresas, governo, organizações internacionais e especialistas. Neste artigo, reunimos os principais pontos discutidos para você entender o futuro do Mercado de Créditos de Carbono Brasileiro.

A COP30 e o papel do Brasil

O evento já começou com um painel sobre a COP 30, que acontecerá no Brasil em Novembro.

A escolha da localização da COP30 no Pará é um tanto simbólica, demonstrando a importância do Brasil em todo o debate climático — inclusive no Mercado de Créditos de Carbono.

E falando em Mercado de Créditos de Carbono, uma expressão que ouvimos do início ao fim do evento foi “Créditos de alta integridade”. O mercado mudou e, agora, as empresas só estão em busca de Créditos de Carbono de alta integridade, ou seja, que seguem padrões e metodologias plenamente acreditadas.

Compromisso com o desmatamento zero e o potencial do REDD+

Na conferência, o compromisso de zerar o desmatamento até 2030 foi reafirmado como prioridade absoluta para o Brasil cumprir suas metas climáticas (NDC).

Os Créditos de Carbono REDD+ (que a Emisfera Agro gera em cima das áreas de mata) foram destacados como uma das soluções com maior potencial de atrair investimentos nacionais e internacionais. Ou seja: as expectativas são as melhores para quem gera Créditos de Carbono em áreas de mata, como a área de reserva legal da propriedade.

Além disso, as empresas têm olhado para os Créditos de Carbono como forma de acelerar sua descarbonização, buscando usá-los para compensar as emissões de escopo 3 (aquelas emissões indiretas).

Monitoramento por satélite: o Brasil está pronto

Durante o evento, a secretária da SEMA do Mato Grosso participou de um painel e destacou a robustez do sistema de monitoramento por satélite no Brasil — com mais de 130 satélites em operação e dados em tempo real.

Essa estrutura permitiu uma queda nas taxas de desmatamento em 2023 e garante a rastreabilidade necessária para os projetos de carbono. Como ela mesma afirmou: “O Brasil está tecnicamente pronto para escalar projetos de carbono com integridade.”

O estado do Mato Grosso já colhe os frutos disso há um bom tempo, recebendo recursos por Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA). Agora, a intenção do estado é ampliar ainda mais essa frente, desenvolvendo um projeto de REDD Jurisdicional nas áreas de mata do Mato Grosso. Produtor, isso significa que o estado está querendo gerar Créditos de Carbono nas SUAS áreas de mata.

Nós já temos um post explicando como o REDD Jurisdicional funciona e como você pode se blindar contra isso. Clique aqui para ler agora

O Mercado Regulado de Créditos de Carbono no Brasil

A aprovação da Lei 15.042, que cria o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), marcou uma virada histórica para o mercado nacional de créditos de carbono. A partir dela, empresas que emitem mais de 25 mil toneladas de CO₂ por ano terão que compensar o excedente — o que deve aquecer ainda mais a demanda por créditos, especialmente os de floresta nativa.

Com isso, o REDD Jurisdicional passou a ganhar ainda mais protagonismo. Esse modelo, no qual o Estado assume o papel central na emissão de créditos em grandes áreas, tem sido visto como caminho natural para ampliar a escala e garantir integridade. O Mato Grosso, por exemplo, já recebe recursos por manter floresta em pé por meio do PSA (Pagamento por Serviços Ambientais), e agora se prepara para liderar também no REDD Jurisdicional. Para o produtor rural, isso acende um alerta: quem não se adiantar pode acabar perdendo de gerar os próprios Créditos de Carbono, sendo o estado a gerar em seu lugar.

REDD Jurisdicional e coordenação nacional

Os avanços do REDD Jurisdicional também foram destaque, especialmente nos estados do Pará, Acre e Mato Grosso.

Projetos estaduais já captaram mais de 100 milhões de dólares via programas como o REM (REDD+ Early Movers).

Elo Eco: tecnologia para transações com confiança

Uma das novidades apresentadas na conferência foi a plataforma Elo Eco, desenvolvida pelo Banco Elo em parceria com outras instituições, para fortalecer o mercado nacional de créditos de carbono.

A proposta é simples: facilitar e dar segurança às negociações de créditos, conectando projetos validados diretamente com compradores e com o novo Mercado Regulado Brasileiro. Para quem tem área de mata e quer gerar Créditos de Carbono, isso representa um avanço importante. Com mais transparência e rastreabilidade, aumenta a confiança de empresas que compram os créditos — e, com isso, a demanda e o valor pago por eles também tendem a subir.

Oportunidades e desafios para o produtor rural

A Conferência reforçou um ponto-chave: o produtor rural precisa estar no centro da transição climática. E isso não é discurso — é oportunidade.

Com as ferramentas certas, dá pra gerar renda, preservar o meio ambiente e ainda valorizar a propriedade. Os exemplos são concretos: o uso de madeira engenheirada (vindas de florestas bem manejadas), os Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA) e, claro, os Créditos de Carbono.

Essas soluções foram apontadas como caminhos viáveis para garantir rentabilidade no campo e, ao mesmo tempo, ajudar o Brasil a cumprir suas metas ambientais. O recado é claro: quem já preserva pode — e deve — ser pago por isso.

Quer saber mais?

Para você, que quer entender mais sobre o que aconteceu na Conferência Brasileira Clima e Carbono, como o Mercado de Créditos de Carbono está mudando e as oportunidades que produtores rurais têm de fazer dinheiro nesse mercado, tenho uma ótima notícia!

Fizemos uma live no nosso YouTube, contando em detalhes TUDO o que vimos nos dois dias de evento e como você, produtor rural, pode aproveitar essas oportunidades para fazer dinheiro nas áreas de mata das suas propriedades.

Toque no botão abaixo e assista agora a live no canal de YouTube da Emisfera Agro!

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